Outros papos – SOBRE A INVISIBILIDADE DA MULHER NEGRA

"Mulheres sob todas as luzes"Lendo o post inaugurau do Blogueiras Negras, escrito por Larissa Santiago, sobre a invisibilidade da mulher negra, lembrei-me de um assunto que há muito venho refletindo.

De fato a mulher negra tornou-se invisivél na história. Numa das minhas visitas à livraria da Travessa no Centro do Rio de Janeiro, caçando novidades, encontrei o livro “Mulheres sob todas as luzes” de Patrícia Rocha, Ed. Leitura. A publicação é muito bonita, o livro é grande, colorido, capa dura cor de rosa. Eu, como qualquer designer gráfico, logo me interessei em folhear e admirar o belo projeto. Mas o meu interesse também era o de procurar mulheres negras dentre as muitas citadas na forma de linha do tempo. Porém fui surpreendida (nem tanto) quando não vi nenhuma representate da África ou diásporas. Logo anotei o nome da autora e da editora e fui procurar na internet um meio de entrar em contato, pois eu queria muito saber se a mulher negra não é relevante na história. Será que ela ficou sob a sombra dessas mulheres iluminadas? Nunca obtive uma resposta.

“Nenhuma revolução foi tão significativa para a humanidade como a Revolução Feminina e para entender melhor este universo, Patricia Souza, autora do “Mulheres Sob todas as Luzes”, traz um estudo completo sobre as questões tecnológicas, culturais, sociais, históricas, éticas e filosóficas. O perfil feminino sobre todos os olhares. O livro é uma pesquisa relativa à presença das mulheres desde os tempos mais remotos até a atualidade. Não se trata de uma história sobre a mulher, mas uma análise sobre a presença dela na sociedade, sua participação na família e, principalmente, sua contribuição como ser humano e como ser pensante.”

Resumo da editora. E eu pergunto: ONDE ESTÁ A MULHER NEGRA NA HISTÓRIA?

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4 Responses to Outros papos – SOBRE A INVISIBILIDADE DA MULHER NEGRA

  1. larissantiago says:

    Pois é, nós somos simplesmente esquecidas. Pergunte a cada menina negra na sala de aula se alguém repara nela [caso ela não seja lembrada como a do cabelo bombril]. Procurando por “escritoras negras brasileiras” a gente acha pouca coisa, a não ser uma coletânea que está sendo feita recentemente por estudantes de Universidade do Recôncavo Baiano.

    Por isso a necessidade de escrever, registrar, tirar fotos e gravar hangouts. Vamos reescrever nossa história, dessa vez com a nossa impressão 😉

  2. A Família, Negra Precisa se ver.

    São processos como este que nos diferenciam das demais etnias que já se encontram-se mobilizadas para frente. As mulheres negras no meu estado estão em grande evolução, porem a caminhada é dura. Não são apenas os esteriótipos são as veredas expropriadas, garantidas e continuas, o Estado não garante os meios econômicos, pontuados em suas funções básicas garantindo exclusividade a uma elite, pautada em acúmulos. Ficamos nas sobrecargas e na cultura expropriada onde os sentidos e as expectativas são atribuições. A especulação da propriedade (terra/biodiversidade/minerais) só desqualifica nossa própria adequação (índios/cultura/ Colonização), por concurso e não nos auxilia no curso (sentido, direção) não somos desta forma uma sociedade (proponentes/ conjunto/respaldo), somos uma bomba relógio desregulado (Presos na estrutura do Estado em regular a derrota coletiva). Na função homem em sociedade na qual qualifico-me (autodidata) como precursor (indo na frente) vejo que as mulheres de minha etnia (estão na minha frente), sem sombra de duvidas são invisibilizadas em tudo pós é mercado (não veem me resgatar (homem)). E a política é o consumo (troca de família (não investe))! Somos o menor PIB provocado e mantido do mundo (Onde estão minhas patentes, meu legado, minhas descobertas), não chegando aos cinco por cento dos acúmulos de capitais em toda a massa de 51% nos quais somos e com tendência a diminuir( UFRJ sem professores 400 até o momento) que é a causa natural de qualquer uso se manutenção. A educação e o trabalho (empreguismos/ negros e pobres/voluntarismo) não são embasados para nossa superação e sim para o afastamento (Hierárquicas/ salariais). Nosso amor e o tempo são pontos de partida para nossa perda de receita econômica onde todos somos pra recursos (naturais, geológicos, minerais e científicos). Onde estão projetos subsidiados para a constituição do Museu do Negro na “Pedra do Sal” muitos objetos e ferramentas de nossas matrizes estão Jogadas. “Quem é Bara” quais as forças deste orixá que trabalha no escuro, Quando vem a tona se emponderá, se não tiver respeito ele faz o processo se inverter, nas direções.”
    Venho procurando encontrar as forças para além das palavras e sim nas ações! Parabenizo a matéria “Somos nos e é agora o futuro Mulheres e homens negros, Rainhas e seus Reis de Ouros”.

    Rodolfo Abreu, O ciclo- Para onde vai! Me leva com você… Vamos fazer nossas própria história!
    Rio de Janeiro, 18/04/2013.

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