Pearls inspiration III – Maquiagem

Dando continuidade à série sobre pérolas, apresento algumas sugestões de maquiagem que contém pérolas na sua formulação ou que, simplesmente, imitam o brilho perolado. É um tipo de maquiagem que, na minha opinião, é perfeita para a pele negra. As opções são muitas, mas a lista a baixo é bem resumida, apenas para nos inspirar.

MAQUIAGEM

1- Ombres Tisses da Chanel, para olhos e bochechas. Lindo de morrer!

2- Sombra compacta Contém1g cor Nude Acetinado. Adoro esta cor, fica lindo na nossa pele!

3- Sombra perolizada Natura Una cor 2. Ainda não experimentei, mas morro de vontade!

4- Sombra Intense O Boticário cor 33. É um verde lindo com brilhinhos dourados. Amo!

5- Mineralize Blush MAC. Feito de minerais refinados, tem efeito perolado. É um pouco caro, mas vale o investimento!

6- Glazeware Duo Reflect Lip Gloss Avon. Segundo a marca, “possui pérolas que refletem a luz”. Gosto das cores rosa, pêssego e bronze!

7- Ultra Color Rich Mega Impact Avon. Segundo a marca, “possui pérolas da mesma cor do batom”. Eu tenho todas as cores e é difícil dizer qual gosto mais?

8- Batom Shinelips FPS 8 Contém 1g cor Marrom Luxuoso Cintilante. Acho essa cor linda e o batom é bem hidratante!

Então, gostou das sugestões? Faças de conta que és uma pérola e saia por aí radiante e bela!

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Pearls inspiratio II – Esmaltes

Elas fizeram história – Para conhecer, relembrar e se orgulhar

A mulher negra marcou e ainda marca a história do mundo atuando em diversas áreas como realizadoras, conquistadoras, criadoras, revolucionárias, transformadoras e todo e qualquer adjetivo que possa definir uma heroína. O talento artístico também fez surgir muitas estrelas que nos encantam e emocionam, seja pela voz, pela poesia ou outra forma de expressão.

Relembremos, agora, alguns nomes de uma extensa enciclopédia que bem poderia se chamar “Heroínas negras”. É apenas uma lista simples de um blog simples que, certamente, comete a injustiça de deixar muitas personalidades importantes de fora. Reconhecemos esta limitação e pedimos desculpas desde já. Mas o objetivo principal é homenagear todas as mulheres negras, incluindo as heroínas anônimas que fazem a sua parte nas lutas do dia-a-dia.

EDMONIA LEWIS

Foi a primeira mulher negra a ganhar fama e reconhecimento como escultora no mundo das artes. Nascida na cidade de Greenbush, Nova York, EUA, em 4 de julho de 1844, Edmonia Lewis era filha de pai haitiano e sua mãe era de Mississauga Ojibwe, Canadá. Estudou na escola de arte Oberlin College, uma das primeiras instuições de ensino superior nos EUA a admitir mulheres e pessoas de diferentes etnias. Mais tade foi para Roma onde viveu a maior parte de sua vida artística. Ao longo de sua carreira ela se inspirou na vida dos abolicionistas e dos heróis da Guerra Civil. Suas obras mais populares são Forever Free (1867), Hagar (1868) e Old Arrow-Maker and his Daughter (1866). Edmonia Lewis morreu em 17 de setembro de 1907. Fonte: Wikipedia.

LÉLIA GONZALÉZ

Foi uma intelectual, política, professora e antropóloga brasileira. Nasceu em Belo Horizonte em 1º de fevereiro de 1935 e mudou-se com a família para o Rio de Janeiro ainda criança. Estudou no Colégio Pedro II, foi assistente do filósofo Tarcísio Padilha na UERJ e na UFRJ. Como educadora, Lélia lecionou em muitas escolas de nível médio, em faculdades e universidades.  Foi professora no Instituto de Educação, no Colégio de Aplicação (UERJ), na rede estadual de ensino. Estudou profundamente sobre a história do povo negro e preocupava-se com a desigualdade e a exclusão racial. Como a primeira intelectual negra no país, tornou-se referência no movimento negro. Foi oradora, escreveu muitos textos, traduziu livros de filosofia e publicou o livro “Lugar do Negro”, que foi premiado na Feira Internacional do Livro na Alemanha. Em 1982 ingressou na política sendo suplente de Deputada Federal pelo PT e suplente de Deputada Estadual pelo PDT em 1986. Lélia lutou contra as desigualdades sociais e o racismo. Participou da criação do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN-RJ), do Movimento Negro Unificado (MNU), em nível nacional, do Nzinga Coletivo de Mulheres Negras-RJ, do Olodum-BA, dentre outros. Lélia Gonzalez foi eleita Chefe do Departamento de Sociologia na PUC-RJ e um mês depois veio a falecer, em 10 de julho de 1994. Fonte: Site Amai-vos.

BELL HOOKS

Gloria Jean Watkins nasceu em Kentucky, EUA em 25 de setembro de 1952. É escritora e militante feminina. Adotou como pseudônimo o nome de sua avó (bell hooks) e prefere que seja escrito em minúsculo para que a atenção seja concentrada em sua mensagem ao invés de em si mesma. Seu trabalho enfoca principalmente o estudo de sistemas de dominação e opressão, particularmente aqueles associados a questões como raça, classe e gênero. Publicou mais de trinta livros e muitos artigos acadêmicos. Realiza palestras e participou de diversos documentários. Seu primeiro livro (Ain’t I a Woman: Black Women and Feminism) escreveu aos 19 anos. Estudou literatura inglesa na Universidade de Stanford, na Universidade de Wisconsin e na Universidade da Califórnia. Lecionou Estudos Afro-americanos na Universidade do Sul da Califórnia e na Universidade de Yale e Estudos da Mulheres no Oberlin College em Ohio. Bell hooks atualmente mora em Nova York e continua sua luta contra o racismo e o sexismo nos EUA. Fonte: Wikipedia, Site Biography e Site Encyclopedia of World Biography.

NINA SIMONE

Eunice Kathleen Waymon nasceu em Tryon na Carolina do Norte, EUA, em 21 de fevereiro de 1933. É uma das maiores cantoras, instrumentistas e compositoras americanas. Adotou o psudônimo de Nina Simone para poder cantar nos cabarés de Nova York, Filadélfia e Atlantic City escondida de seus pais que eram pastores metodistas. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova Iorque. Ela se aventurou em diversos estilos, passando pelo gospel, soul, blues, folk e jazz. Nina Simone também se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963. Casada com um policial nova-iorquino, também sofreu com a violência do marido, que a espancava. Nina Simone morreu na França aos 70 anos, em 21 de abril de 2003. Fonte: Wikipedia, Site Letras.com.br e Site Memorial da Fama.

LUÍSA MAHIN

Nasceu no início do século XIX em Costa da Mina, na África, foi ex-escrava no Brasil e viveu em Salvador, Bahia. Era mãe de Luís Gama e foi alforriada em 1812. Envolveu-se na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX. Quituteira de profissão, de seu tabuleiro eram distribuídas as mensagens em árabe, através dos meninos que pretensamente com ela adquiriam quitutes. Desse modo, esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838). Caso o levante dos malês tivesse sido vitorioso, Luísa teria sido reconhecida como Rainha da Bahia. Descoberta, foi perseguida, logrando evadir-se para o Rio de Janeiro onde foi encontrada, detida e, possivelmente, degredada para Angola, na África. Não existe, entretanto, nenhum documento que comprove essa informação. Alguns autores acreditam que ela tenha conseguido fugir, vindo a instalar-se no Maranhão, onde, com a sua influência, desenvolveu-se o chamado tambor de crioula. Fonte: Wikipedia.

ANGELA DAVIS

Angela Yvonne Davis é professora e filósofa americana e nasceu em Birminghan no Alabama, EUA, no dia 26 de janeiro de 1944. Desde cedo conviveu com humilhações de cunho racial em sua cidade. Aos 14 anos participou de um intercâmbio colegial que oferecia bolsas de estudo para estudantes negros sulistas em escolas integradas do norte do país, o que a levou a estudar no Greenwich Village, em Nova Iorque, onde travou conhecimento com o comunismo e o socialismo teórico, sendo recrutada para uma organização comunista de jovens estudantes. Na década de 1960 tornou-se militante do partido e participante ativa dos movimentos negros e feministas que sacudiam a sociedade americana da época, primeiro como filiada da SNCC de Stokely Carmichael e depois de movimentos e organizações políticas como o Black Power e os Panteras Negras. Em 18 de agosto de 1970 tornou-se a terceira mulher a integrar a Lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados do FBI, ao ser acusada de conspiração, sequestro e homicídio, por causa de uma suposta ligação sua com uma tentativa de fuga do tribunal do Palácio de Justiça do Condado de Marin, em São Francisco. Chegou a ser presa em Nova York e julgada, sendo inocentada de todas as acusações e libertada. Em 1980 e 1984, Angela chegou a se candidatar a vice-presidente dos EUA pelo Partido Comunista americano. Nos últimos anos continua a fazer discursos e palestras e continua sua luta pela abolição da pena de morte na Califórnia. Fonte: Wikipedia.

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A mulher brasileira

Mulher brasileira é guerreira
Acorda cedo pra ir trabalhar
Quando volta pra casa
não vai descansar
E ainda arranja tempo para amar
E ainda arranja tempo pra se ajeitar
Cuida do almoço, cuida do filho, cuida do cabelo
Não vai se atrasar
mas se olha no espelho
Passa baton, passa a mão na chave
e não esquece a passagem da condução
E assim ela ganha seu dia
e mata o leão
Sustenta a família e ganha seu pão
Não tem medo da vida
Inventa um destino e se realiza
ou não
Voz com firmeza
Mão com leveza
A mulher brasileira faz o país
Não sai na capa mas é o modelo
de luta pra sobreviver, pra viver,
pra ser feliz.

O dia da mulher se aproxima. É o momento para refletir sobre o papel da mulher negra na nossa sociedade e nos muitos embates que tem de enfrentar na vida. Vamos homenagear nossas mães, irmãs, filhas, amigas, companheiras… Quem não conhece uma mulher (ou várias, ou muitas) a quem se inspirar?

Eu, Black Power!

Mônica Francisco

Meu nome é Monica Francisco e sou professora de Língua Portuguesa e Literatura. Minha relação com o meu cabelo começou quando eu era criança e minha mãe cuidava de mim e de minha irmã somente com produtos naturais. Ela fazia trancinhas lindas e eu era uma criança negra comum como todas as outras que veem a mãe usar química no cabelo e que brincava de colocar toalha na cabeça para imitar as artistas da televisão.

Quando fiquei mocinha, começamos a “tratar de nosso cabelo” uma vez que queria ser como todas as mocinhas de cabelo alisado, usando henê e pente quente. Geralmente com minha falta de habilidade para o uso (sou desastrada), queimava partes da testa, as pontas da orelha e a nuca para “tornar melhores” o que todos achavam que é cabelo ruim. E nesse processo de alisa, puxa e enrola de bobs e troca de hêne, pois o produto, depois de um tempo, não correspondia mais ao desejo, foi estabelecendo um luta constante de embate com aquilo que o cabelo em minha natureza negra é o que nunca poderia ser.

De vez em quando iámos à casa da minha avó  famosa por fazer chapinha e marcel. E era uma espera, várias pessoas na fila, depois o cuidado de não molhar a cabeça, pentear sem desmanchar os cachos e, em casa, enrolar bobs para manter o penteado. E assim fui crescendo, virando mocinha. Quando  a grana era menos  curta minha mãe levava eu e minha irmã na D. Dora e lá ela fazia marcel nos nossos cabelos. Conforme ia crescendo, tornei- me moça e resolvi tirar o hêne e popularizaram-se no mercado outros produtos químicos mais potentes, mais fortes que  o cheiro do hêne que manchava nossas unhas e mãos. Passei a usar alisamentos vendidos em farmácia que duravam mais tempo no cabelo e eram mais rápidos na manipulação.

Depois passei uma fase usando permanente, comecei a trabalhar e decidi que faria alisamento com uma profissional. Tive uma experiência traumatica com um produto que, depois de um mês, me fez perder todos os fios na frente e no meio da cabeça. Cortei o cabelo bem curto e quando comecei a curtir, superar  a vergonha de ser careca. Meu cabelo cresceu e passei a fazer permanente afro.

Em paralelo a essas crises capilares, comecei a frequentar eventos afros na cidade e ficava encantada de ver tantas mulheres negras com cabelo natural, coisa que não é tão comum aqui onde eu moro. Decidi que  trançaria os cabelos e fiquei um bom tempo trançada.
E comecei a me questionar sobre o porquê de eu alisar o cabelo. Qual seria a imposição da sociedade que me impedia de ser livre, de me vestir como eu quisesse, ser o que eu queria?

Comecei a elaborar maneiras de fugir disso e passei a espaçar os tempos de química, ficava quase três meses sem fazer, mas depois fazia novamente. Nesse momento eu ouvia críticas da minha família que não aceitava que, sendo uma professora, tivesse cabelo natural, pois não estaria arrumada para o trabalho. Entre outras palavras duras que ouvia dentro de casa.

Enquanto em casa minha mãe achava um absurdo eu perder todo o dinheiro que tinha gasto no cabelo, no trabalho as crianças curtiram muito. Essas palavras me motivaram a deixar o meu cabelo natural mesmo e hoje, passados quatro anos, não me arrependo.

Amo o meu cabelo, a textura, a cor… Gosto da minha textura de algodão e descobri, nesse meio tempo, que o  amor é de dentro para fora, não o contrário. E que, mesmo que meu cabelo não fique do comprimento que eu goataria – pois pensei que ele  fosse crescer e ficar como o das meninas que eu via -, eu sou capaz de aceitá-lo como ele é. E isso foi muito doloroso. Mas hoje sou feliz com meu black power.

Um mundo de possibilidades para o cabelo crespo natural

Para quem optou por usar o cabelo crespo natural e ainda não sabe como penteá-lo ou para quem, simplesmente, está a procura de ideias diferentes, o BK apresenta uma galeria de imagens para inspirar a todas nós. São o total de 150 fotos. Mas não é só isso. Tem duas listas bem legais: uma de sites e blogs sobre cabelo crespo e outra de vídeos de passo-a-passo de penteados. Então, não tem mais desculpa para não usar o crespinho natural. Possibilidades é que não faltam!

Esta edição espeical é para atender a pedidos de várias leitoras que estam cheias de dúvidas sobre o que fazer e que penteados usar.

E quem ainda não leu, aqui vai o link para o lindo texto sobre o nosso cabelo crespo escrito pelo pesquisador e cronista angolano Aristóteles Kandimba.

GALERIA DE IMAGENS

As fotos abaixo foram capturadas em diversas fontes na inernet.

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SITES E BLOGS

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VÍDEOS DE PASSO-A-PASSO

Bom, isso é tudo! Infelizmente não dá pra colocar tudo, mas espero que vocês tenham gostado e que, pricipalmente, tenha sido útil.